Qual a melhor rolha de vinho na hora de fechar a garrafa?

Cortiça, plástico, metal e vidro são alguns dos materiais usados na rolha para lacrar o vinho e preservar a qualidade da bebida
Uma passada rápida pelas garrafas e já é possível notar diferentes tipos de rolha de vinho. As opções passam pela cortiça, sintética, de vidro, de rosca. Enfim, os modelos são vários, mas a função é sempre a mesma: proteger o vinho da entrada de oxigênio e assim evitar que a bebida estrague.
Porém, a abertura da garrafa faz parte do ritual de degustação e com essa variedade de rolhas e tampas o ato pode ser adaptado conforme o material usado. O uso desses diferentes tipos também não remete necessariamente à qualidade da bebida. Não significa que os vinhos fechados com rolhas serão sempre superiores aos fechados com tampa de rosca ou screwcap. Aproveitando o gancho deste exemplo, garrafas lacradas com tampa remetem a vinhos jovens e que devem ter o consumo mais rápido. Isso não tem nada a ver com a qualidade da bebida.
Outro motivo para o uso de outros materiais e não a cortiça está na doença da rolha ou bouchonée. Essa contaminação ocorre através de um fungo e pode comprometer todo o vinho da garrafa. Estima-se que entre 2% e 5% de toda a produção de garrafas de vinho no mundo é perdida por conta dessa doença.
Cheirar a rolha antes de beber o vinho
Você já se perguntou o porquê de cheirar a rolha de vinho ao abrir a garrafa? O ato ocorre justamente para descobrir se a mesma não está contaminada pelo bouchonée. A doença da rolha é causada pelo fungo Armillaria Melea e é caracterizada por um cheiro de bolor, o que deixa o vinho com gosto desagradável.
Se você tiver a infelicidade de encontrar uma garrafa dessa, não tem jeito. Todo o conteúdo será jogado pelo ralo.
Se estiver em um restaurante, o sommelier irá entregar a rolha na hora em que a garrafa for aberta, justamente para que se ateste que o vinho está em perfeitas condições para consumo. Se não estiver, é possível recusá-lo. Mas jamais tome essa decisão porque não gostou do rótulo.
Os tipos de rolhas
No mercado é possível encontrar vinhos com quatro tipos de rolhas e vedação: de cortiça, sintética, de vidro e de rosca. As de cortiça são feitas de maneira natural, retiradas da casca de um sombreiro que cresce principalmente em países como Portugal (maior produtor mundial) e Espanha e no Norte da África. Cada árvore demora pelo menos 25 anos para começar a produzir e depois são necessários mais nove anos para que seja possível fazer uma nova colheita. Tem grande poder de vedação, porém há risco de contaminação pelo bouchonée.
As sintéticas são feitas de polímeros como os plásticos e são opções mais baratas, frente as de cortiça. Uma alternativa mais moderna encontrada no mercado é a rolha de vidro. Uma das vantagens desse modelo é dispensar o uso de saca-rolhas para a abertura, pois é possível retirá-la com a mão. Outro benefício é poder utilizá-la novamente na garrafa, pois é encaixada no gargalo com facilidade.
A screwcap ou tampa de rosca é outro vedante usado nas garrafas. Utilizado principalmente em vinhos que não necessitam guarda, tem muitos adeptos na Oceania. Na Austrália, 80% são fechados dessa forma e na Nova Zelândia o índice chega a 95%. O uso dessas tampas feitas de metal e plástico não desqualifica o vinho. Porém, quem não dispensa o ritual de abrir a garrafa com o uso do saca-rolhas, poderá deixar de beber vinhos com esse tipo de vedação.
Onde guardar o vinho que sobrou na garrafa
Você sabia que uma garrafa de vinho tem o volume de 750 ml porque essa é considerada a medida para uma pessoa? Mas se não quiser consumir o conteúdo todo, há como fazer a armazenagem para beber depois. O ideal é guardar a garrafa em uma adega climatizada, porém sem esse item é possível recorrer temporariamente à geladeira.
Nunca deixe a garrafa destampada, pois isso pode acelerar o processo de deterioração do vinho, e posicione-a na vertical. Utilize acessórios próprios para a vedação como bombas à vácuo ou sistema de gás – que impede que a ação do oxigênio estrague o vinho. Se não tiver nada disso, pode usar uma rolha de inox, sintética ou até de cortiça, mas aí o consumo deve ser em no máximo um dia. As garrafas não devem ficar destampadas seja na geladeira ou na adega.
Garrafa bem fechada
O vinho até pode sobrar na garrafa, mas é importante que ela fique bem fechada na hora de guardar. Isso porque o oxigênio em excesso faz com que o líquido oxide e estrague. Para que o melhor do vinho seja preservado é preciso evitar ao máximo esse contato. O oxigênio poderá afetar os aromas e sabores da bebida e causar uma experiência desagradável. Por isso, procure sempre uma forma de manter a garrafa bem fechada.
Qual o melhor tipo de rolha
Por muitos anos o comum era ver apenas rolhas de vinho feitas de cortiça. Talvez por isso há o mito de que os melhores vinhos são os vedados com elas. É inegável a qualidade do material que não possui cheiro e nem sabor e por isso não interfere nas características do vinho. Porém ele é retirado da natureza e isso acarreta em custos e disponibilidade natural. Com os anos, a indústria buscou alternativas sintéticas de plásticos, de vidro e metal para também baratear os custos para os produtores.
Dizer que uma escolha é melhor do que a outra pode ser arriscado. Talvez o melhor seja pensar em qual experiência quem vai beber o vinho quer ter. Se você não dispensa o ritual de abrir a garrafa com um saca-rolhas não terá sentido em comprar uma com rolha de vidro ou screwcap. Se para você isso não faz diferença, irá se adaptar com qualquer uma das alternativas.
A dica é provar
Independentemente do tipo de rolha, do país de origem ou da safra do vinho, se você quer ser um conhecedor de vinhos não há saída. A dica é provar. Experimente novos rótulos e não tenha preconceito. Uma oportunidade de ter acesso a sabores diferentes são os Kits da TopWines.
Selecionados com cuidado pelos nossos curadores, as opções trazem vinhos de países como Chile, Estados Unidos, Argentina e Portugal. Os kits contam com produtos de renome e que harmonizam muito bem com os jantares em família ou com aquele relax depois do trabalho. Fica a dica!
